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Síntese da Edição de 2013


UM TOTAL DE 1200 VISITANTES E MAIS DE 60 PARCERIAS NACIONAIS E INTERNACIONAIS.

A primeira edição do Arquiteturas Film Festival Lisboa instalou-se este ano como instrumento de divulgação e promoção de Portugal além-fronteiras, apresentando Portugal com um forte interesse na preservação e promoção do seu património arquitetónico, e Lisboa como uma cidade de espírito aberto ao diálogo criativo internacional. Este facto assume especial preponderância na perspetiva de internacionalização e captação de investimento estrangeiro permitindo solidificar a imagem de Portugal como um dos melhores países europeus para a rodagem de filmes e com excelentes serviços profissionais de arquitetura e cinema. Em 2014 esperamos solidificar o festival, conseguir apoios financeiros e construir uma plataforma indispensável à cultura portuguesa.

Síntese
Entre 1 de Abril e 1 de Agosto de 2013 foram recebidas 198 inscrições de filmes para serem escolhidos para o Arquiteturas Film Festival 2013, que decorreu de 26 a 29 de Setembro em Lisboa. 

Nesta primeira edição foram exibidos 110 filmes de 29 países diferentes, incluindo 30 de produções nacionais: Portugal, Estados Unidos da América, Eslovénia, México, Bélgica, Suiça, Cabo Verde, Brasil, Chile, Espanha, Inglaterra, Irlanda, Holanda, Suiça, México, Alemanha, Austrália, Canadá, Rússia, Filândia, Japão, Itália, Republica Checa, Albânia, Coreia, Turquia, Dinamarca, França e China.
O festival começou com dois pré-eventos na semana que antecedeu a estreia, o primeiro teve lugar no MusicBox e contou com uma performance audiovisual do coletivo londrino Overlap inspirada em metamorfoses arquitetónicas. O segundo foi fruto de uma parceria com a Cinemateca Portuguesa, onde foram exibidas imagens documentais da construção do Bairro de Alvalade seguidas de uma curta metragem do reconhecido realizador português, João Pedro Rodrigues, “A Manhã de Santo António”.

O Cinema City de Alvalade foi espaço não só da exibição de curtas e longas metragens, nos 5 dias do festival 1200 pessoas participaram num fórum de discussão das relações e possíveis intersecções entre a Arquitectura e o Cinema.

Esta primeira edição promoveu varias actividades paralelas à exibição de filmes, entre elas destacaram-se Interseções, que tiveram lugar num espaço transformado pelo designer Bruno Carvalho através de uma instalação feita em cortiça. Nomes como Manuel Graça Dias, João Mário Grilo, Luís Santiago Baptista, Luís Urbano, Diogo Seixas Lopes e Bruno Almeida estiveram presentes nestas conversas informais.
Este espaço baptizado como Cinema Cork Box, abriu no primeiro dia com sala cheia com o Speed Networking Session, onde arquitectos e cineastas trocavam experiências e conhecimentos num curto espaço de tempo. Também incorporando no mesmo espaço o Architects Book Project, que é apresentado num Ipad Jukebox incorporado na Instalação Cork Box, mais de 200 excertos de filmes que exploram a relação entre a personagem ficcional do arquitecto ao longo da história do cinema. Zoom In, aconteceu nas salas de cinema onde foram convidados alguns ateliers emergentes portugueses, os Ateliermob, Atelier 18:25 e o Atelier Moov+DASS para talks informais sobre arquitectura, cinema, fotografia, etc.

Para criar uma dinâmica socio cultural no bairro de Alvalade criaram-se duas iniciativas em que moradores do bairro e visitantes puderam trocar ideias e histórias. Uma visita guiada pelo arquiteto Rui Mendes (Cidade Nova Cinema Novo) que percorreu locais determinantes do bairro que directamente se relacionam com filmes, e uma actividade para crianças realizada pela arquiteta Rita Catarino, que levou os mais pequenos a descobrir o que faz um bairro ser sustentável.

Os convidados do festival excederam as espectativas da organização, com a participação de 30 realizadores, produtores e arquitetos internacionais, vindos da Holanda, Itália, Aústria, Inglaterra, etc. Na participação nacional o Arquiteturas recebeu cerca de 80 jornalistas, produtores, artistas, designers, arquitetos e profissionais das áreas do cinema e arquitetura, que participaram nas diversas atividades paralelas e exibições ao longo dos cinco dias.
Alguns dos nomes que fizeram parte da lista foram o arquiteto Pedro Gadanho, Marco Brizzi, arquiteto e curador italiano, detentor de um arquivo extenso de videos de arquitetura, Giorgio Scianca ou Keith e Marie Zawistowski, da Universidade Tecnológica de Virgínia e Alexandra Areias.

Com um júri constituido por Pedro Gadanho, Manuel Mozos, Joana Ferreira, Guy Edmonds e Marco Brizzi, o festival encerrou esta edição no Lost Lisbon, onde foram destacadas doze participações.